AFINAL O QUE É ISSO DA ECONOMIA CIRCULAR?

© Ana Oliveira, Fábrica de Startups
© Ana Oliveira, Fábrica de Startups

A economia circular foi a solução encontrada pela União Europeia para o desenvolvimento de uma economia mais sustentável. Manter o valor dos produtos, materiais e recursos na economia o máximo de tempo possível, reduz a produção de resíduos ao mínimo e traz mais vantagens competitivas e novas oportunidades de negócio.

Ao contrário da economia linear, que assenta nos princípios de “extração, produção e eliminação”, a economia circular baseia-se no princípio da “redução, reutilização, recuperação e reciclagem” dos produtos, materiais e recursos. A economia circular permite, desta forma, fazer uma melhor gestão dos recursos do planeta e desenvolver novos produtos e serviços, economicamente mais viáveis e ecologicamente mais eficientes.

houve uma grande evolução e, atualmente, até já há uma grande percentagem de materiais a serem reciclados, mas ainda há um longo caminho a percorrer: sabia que, em média, os materiais na Europa são utilizados apenas uma vez? E que, por exemplo, a Europa só pode fornecer 9% dos seus materiais críticos?

Cada vez mais é necessário encontrar um equilíbrio entre as necessidades da sociedade atual, da economia (que faz girar o mundo) e dos recursos disponíveis. Se queremos garantir prosperidade temos de conceber um sistema regenerativo e distributivo dos seus recursos e dos seus sistemas.

A nível mundial, empresas, como a C&A ou a Coca-Cola, já estão, inclusive, a fazer da reutilização o ponto-chave dos seus modelos de negócio. A C&A, por exemplo, lançou, recentemente, um programa de recolha de roupa (“We take it back”), através do qual os consumidores de Portugal e Espanha podem entregar vestuário, têxteis domésticos e calçado que já não utilizam nas lojas, para que a retalhista lhes possa dar uma nova vida. Por outro lado, a Coca-Cola quer criar um “Mundo Sem Desperdício” (“World Without Waste”). Qual é o objetivo? Recolher e reciclar o equivalente a cada garrafa ou lata que vende a nível global até 2030, desenvolver embalagens 100% recicláveis e reduzir a quantidade de plástico dos seus produtos.

Em Portugal, projetos como o Lisboa Limpa são bons exemplos do conceito “act local, think global” na ação de “reduzir, reutilizar, recuperar e reciclar” os produtos, materiais e recursos. Este projeto tem como objetivo reduzir o desperdício de copos descartáveis, que há dezenas de anos consomem recursos, de forma desnecessária. A ideia é que os consumidores utilizem copos reutilizáveis quando saem à noite, em Lisboa. O copo custa um euro, mas pode ser entregue para reembolso, em qualquer espaço aderente.

Também o Blue Bio Value, programa de aceleração organizado pela Fundação Oceano Azul e pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Fábrica de Startups, a Bluebio Alliance e a Faber Ventures, tem como missão fomentar uma economia mais azul. Para tal, este programa ajuda a desenvolver projetos e ideias que representem uma oportunidade de negócio ao longo da cadeia dos biorrecursos marinhos – incluindo biotecnologia -, promovendo a oferta de produtos ou serviços, cujo desenvolvimento tenha um impacto positivo na sustentabilidade dos oceanos.

Mas, estas são apenas algumas das iniciativas que têm sido implementadas, em prol de um mundo melhor, mais sustentável e menos poluído. Ainda há muito por fazer e depende de todos nós: consumidores e produtores.

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